Cidade de SP começa a vacinar contra Covid gestantes, puérperas e pessoas com comorbidades de 18 a 30 anos

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Grávidas e puérperas acima de 18 anos sem doenças preexistentes serão imunizadas com doses da Pfizer e CoronaVac; grupo é estimado em 100 mil pessoas.

A Prefeitura de São Paulo vai começar a vacinar contra a Covid-19 grávidas e puérperas (mulheres que tiveram filhos nos últimos 45 dias) acima de 18 anos sem comorbidades nesta segunda-feira (7) . Antes, eram imunizadas somente grávidas e puérperas com doenças preexistentes definidas pelo Plano Nacional de Imunização (PNI).

Além disso, também começam a ser imunizados nesta segunda-feira as pessoas com comorbidades ou com deficiência permanente (beneficiários do BPC) e idade entre 18 a 29 anos na capital. Este píublico é estimado em 550 mil pessoas em todo o estado.

  • Governo de SP anuncia vacinação contra Covid de grávidas sem comorbidades em 10 de junho
  • Prefeitura de SP vai exigir comprovante de residência para vacinação
  • UBSs de SP recolhem cópias ou originais de atestados médicos usados para vacinação

 

Segundo o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), a vacinação de gestantes e puérperas será feita apenas mediante a apresentação de um relatório médico.

“Para essa situação é necessário que a gestante tenha uma indicação médica, que o médico ateste que ela deva tomar essa vacina”, disse Nunes.

A prescrição médica deve ser apresentada nas unidades de saúde, assim como um comprovante de residência. As gestantes e as puérperas serão imunizadas com doses de Pfizer e CoronaVac, já que a AstraZeneca não é recomendada para o grupo.

Segundo a administração municipal, a estimativa é a de que 100 mil gestantes e puérperas sejam imunizadas na capital.

Além da cidade de São Paulo, os municípios de Campinas e São Bernardo do Campo também iniciam a imunização das gestantes e puérperas sem doenças preexistentes nesta segunda. O restante do estado, segundo anunciou o governador João Doria, vai imunizar este grupo a partir de 10 de junho.

De acordo com a OMS, não há, ainda, nenhuma evidência de que mulheres lactantes ou seus bebês corram risco elevado de covid-19 grave — Foto: Getty Images via BBC

De acordo com a OMS, não há, ainda, nenhuma evidência de que mulheres lactantes ou seus bebês corram risco elevado de covid-19 grave — Foto: Getty Images via BBC

Mães com comorbidades

Nesta segunda (7), também serão imunizadas contra a Covid-19 as mães com comorbidades e que amamentam bebês de até um ano na capital paulista.

Para a vacinação, as mães deverão apresentar certidão de nascimento da criança, que terá de ser entregue junto com o atestado de comorbidade.

A imunização começará com os lotes recém-chegados das vacinas AstraZeneca e Pfizer, até que novas doses de CoronaVac também estejam disponíveis.

“As vacinas que são administradas nas lactantes não têm nenhum tipo de restrição, diferentemente do que nós tínhamos para gestantes e puérperas”, explicou Edson Aparecido, secretário municipal da Saúde.

De acordo com o secretário, a estimativa é de que haja 28 mil lactantes com crianças de até um ano na capital paulista.

Comorbidades incluídas na vacinação

Os critérios de comorbidade seguidos tanto pela Prefeitura de São Paulo, quanto pelo governo do estado, foram definidos pelo Ministério da Saúde:

  • Insuficiência cardíaca
  • Cor-pulmonale e hipertensão pulmonar
  • Cardiopatia hipertensiva
  • Síndrome coronariana
  • Valvopatias
  • Miocardiopatias e pericardopatias
  • Doença da Aorta, dos Grandes Vasos e Fístulas arteriovenosas
  • Arritmias cardíacas
  • Cardiopatias congênitas no adulto
  • Próteses valvares e dispositivos cardíaco implantados
  • Diabetes mellitus
  • Pneumopatias crônicas graves
  • Hipertensão arterial resistente
  • Hipertensão artéria estágio 3
  • Hipertensão artéria estágio 1 e 2 com lesão e órgão alvo
  • Doença cerebrovascular
  • Doença renal crônica
  • Imunossuprimidos (inclui câncer)
  • Anemia falciforme
  • Obesidade mórbida
  • Cirrose hepática
  • Portadores do vírus HIV.

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