Butantan entrega mais 1 milhão de doses da CoronaVac ao Ministério da Saúde nesta segunda

Compartilhe esse Post

Share on facebook
Share on linkedin
Share on twitter
Share on email

Remessas voltaram a ser liberadas na última sexta (11), quando foram entregues 800 mil. Há um mês, instituto chegou a paralisar produção por falta de insumo. Apesar dos atrasos, governo de SP mantém previsão de concluir envio das 100 milhões de doses até o final de setembro.

Butantan libera novo lote de vacinas para o Ministério da Saúde — Foto: Reprodução/TV Globo

Butantan libera novo lote de vacinas para o Ministério da Saúde — Foto: Reprodução/TV Globo

O Instituto Butantan liberou mais 1 milhão de doses da CoronaVac ao Ministério da Saúde nesta segunda-feira (14). As entregas voltaram a ser feitas na última sexta (11), quando foi enviado um lote de 800 mil doses.

Com o novo lote, o Instituto totaliza 49 milhões de doses enviadas ao Programa Nacional de Imunização (PNI) desde o início do ano.

Segundo o governador João Doria, uma nova remessa será feita na quarta-feira (16).

  • SP antecipa calendário de vacinação contra Covid e promete imunizar toda a população adulta até setembro; veja datas

Durante coletiva de imprensa na sede do Instituto nesta manhã, o governador manteve a previsão de concluir a entrega das 100 milhões de doses até o final de setembro.

Segundo a coordenador do Programa Estadual de Imunização, Regiane de Paula, do montante enviado hoje ao governo federal, 226 mil ficam para o estado, e será usado para vacinar gestantes.

“Parte delas é para D1[ primeira dose] das gestantes e D2 [segunda dose]. Agora, com esse quantitativo, 226 mil entregues para o estado de São Paulo, as gestantes são nossa prioridade”.

Doria concede coletiva de imprensa na sede do Butantan  — Foto: Reprodução/TV Globo

Doria concede coletiva de imprensa na sede do Butantan — Foto: Reprodução/TV Globo

Antecipação do calendário

Questionado sobre o que teria mudado nas últimas semanas para que o governo paulista conseguisse antecipar em 30 dias a promessa de vacinar toda a população adulta do estado, conforme anunciado neste domingo (13), Doria voltou a atribuir o feito ao planejamento, realizado com base no que o estado receberá do Ministério da Saúde.

“Organização, planejamento, orientação, aproveitamento pleno das doses das vacinas, disponibilidade de seringas corretas, das agulhas e um sistema operante com profissionais da linha de frente, especialmente das enfermeiras e dos enfermeiros. Isso tem feito São Paulo o estado que mais vacina no Brasil. Nós já temos, hoje, 19,2 milhões de brasileiros vacinado aqui em São Paulo”, disse Doria.

Retomada da produção

Esta é segunda remessa a ser enviada ao governo federal após retomada da produção da vacina, que chegou a ser paralisada em maio por conta da falta de matéria-prima.

No final do mês passado, o Butantan voltou a receber o insumo e conseguiu retomar o envase do imunizante.

Na semana passada, em coletiva de imprensa, Doria disse que o instituto vai receber 6 mil litros de IFA (Insumo Farmacêutico Ativo), suficiente para produção de 10 milhões de doses da vacina do Butantan, no dia 28 de junho.

A matéria-prima, enviada pela biofarmacêutica Sinovac, parceira do Butantan, passa pelos processos de envase, rotulagem, embalagem e controle de qualidade para que a vacina seja entregue ao PNI.

Histórico

No último dia 14 de maio, o Butantan havia suspendido completamente a produção da CoronaVac por falta de matéria-prima. Cidades ao menos 18 estados chegaram a interromper a vacinação com a segunda dose por falta do imunizante.

Segundo o instituto, a partir do momento que o IFA chega ao Butantan, aguarda-se, em média, 24 horas para que seja possível iniciar o envase. Nesse período, são avaliados diversos fatores, como a variação de temperatura sofrida com a viagem.

Que vacina é essa? Coronavac

Que vacina é essa? Coronavac

Além do envase, os insumos também passam pelos processos de rotulagem, embalagem e controle de qualidade.

A China é fornecedora de matéria-prima para a produção tanto da CoronaVac, do Instituto Butantan, como da vacina Oxford/AstraZeneca, produzida pela Fiocruz.

O governo estadual atribuiu os entraves na importação a problemas de diplomacia causados pelo governo federal devido às constantes declarações contra a China.

Avião com insumos para a produção da CoronaVac chega ao aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, nesta terça-feira (25).  — Foto: Reprodução/TV Globo

Avião com insumos para a produção da CoronaVac chega ao aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, nesta terça-feira (25). — Foto: Reprodução/TV Globo

Contratos com o Ministério da Saúde

O Butantan cumpriu no dia 12 de maio a entrega de todas as 46 milhões de doses da CoronaVac previstas no primeiro contrato firmado com o Ministério da Saúde para o PNI.

Inicialmente, o montante total estava previsto para o final de abril, mas houve atraso por conta da falta de matéria-prima.

A remessa desta sexta-feira é referente ao segundo contrato de 54 milhões de doses, que devem ser entregues até setembro.

Veja abaixo as entregas de doses do Butantan ao ministério:

  • Janeiro: 8,7 milhões
  • Fevereiro: 4,583 milhões
  • Março: 22,7 milhões
  • 5 de abril : 1 milhão
  • 7 de abril : 1 milhão
  • 12 de abril : 1,5 milhão
  • 14 de abril: 1 milhão
  • 19 de abril: 700 mil
  • 22 de abril: 180 mil
  • 30 de abril: 420 mil
  • 6 de maio: 1 milhão
  • 10 de maio: 2 milhões
  • 12 de maio: 1 milhão – totalizando as 46 milhões do primeiro contrato
  • 14 de maio: 1,1 milhão
  • 11 de junho: 800 mil
  • 14 de junho:

Veja Mais